Em Brasília, torcida da Alemanha sofre junto com o time
1 de julho de 2014Foi tenso. Sem gols no tempo normal e com a pressão da Argélia, não foi fácil torcer pela Alemanha no jogo desta segunda-feira (30/06). Já tradicional ponto de encontro da torcida alemã em Brasília, a embaixada do país foi tomada por centenas de pessoas que esperavam a classificação da seleção do técnico Joachim Löw.
No primeiro tempo, predominaram a ansiedade por um gol que não chegava e a preocupação com lances perigosos protagonizados pela equipe da Argélia. Os espectadores não conseguiam esconder o nervosismo.
O jovem berlinense Max Garaycochea acompanhava cada lance de perto, gesticulava, reclamava. “A Alemanha começou muito mal, e a Argélia é um time muito agressivo”, disse ao avaliar o primeiro tempo. Antes do início da partida, Max, que veio ao Brasil acompanhado da família para ver a Copa, reconhece que estava confiante demais e chegou a apostar em 3 a 0.
Segundo tempo melhor
No segundo tempo, o melhor desempenho da Alemanha conseguiu animar mais a torcida. A entrada de Khedira foi comemorada, mas a tensão persistia com a falta de gols. Aos 39 minutos, parte da torcida ensaiou gritos de “Deutschland! Deutschland!”, na tentativa de levar o time para frente.
E parece que funcionou, pois, logo em seguida, a Alemanha ameaçou duas vezes o gol da Argélia. “Eu não esperava que fosse ser difícil, achava que seria bem tranquilo para a Alemanha”, reclamou a estudante Louise Müller, neta de alemães. Mas enquanto a mãe lhe explicava a tradição familiar, o gol de André Schürrle chegou, logo nos primeiros minutos do tempo complementar – para alegria e alívio da torcida.
Alemanha favorita
Os amigos Sayro Lucas Santos e Charles Grimm, descendentes de alemães, não gostaram da dificuldade da prorrogação e culpam a equipe de Löw pelo sofrimento. “Ficar passando esse sufoco e ir para a prorrogação não dá”, reclama Sayro.
“A Alemanha tem muito mais time e fica aí esperando. Tem que chegar e fazer logo 4 a 0, como foi com Portugal.” Ele garante que a seleção alemã é sua favorita. “Em 2006, eu fui muito ‘zoado', mas agora esse ano dá, porque o Brasil está ruim”, avalia.
Charles também acha que a Alemanha poderia ter jogado melhor do que os 2 a 1 conquistados na prorrogação, pois, na opinião dele, essa é a equipe mais forte desta Copa. “Acho que a Alemanha ainda não queria mostrar todo o jogo.”
Sobre a possibilidade de um confronto com o Brasil nas semifinais, Charles diz que ficaria feliz com qualquer resultado e seguiria apoiando a seleção vencedora até o final.